A decisão que estou tomando é consciente. Decidi na plenitude de meu livre-arbítrio. Sei que isso é duro, porque sendo assim, ninguém tem direito à culpa e a culpa é o alívio dos fracos.Me atrevo dizer em todos os cantos o que me fazem sentir, não os julgo, não os aponto dedos, apenas assisto, reparo.
Me torno impotente ao seu lado, a sua frente. Decidi em plenitude de meu livre-arbítrio te querer e não ter.
As paredes do meu quarto estão com ranhuras e não são rachaduras naturais, são de noites longas, contorcidas e desesperadas. E me diz, até quando vou aguentar?
E no meio de um inverno eu finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível.
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